Alerta da OMS: 2021 marcado com a maior quebra na vacinação infantil em 30 anos

Só em 2021, 25 milhões de crianças perderam pelo menos uma das três doses da vacina contra difteria, tétano e tosse convulsa. Comparado com 2019, antes da pandemia da covid-19, são mais seis milhões de crianças expostas a doenças evitáveis que podem ser fatais. O alerta é oferecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Unicef: esta é a maior queda contínua na vacinação nos últimos 30 anos.

“É um alerta vermelho para a saúde infantil. Embora fosse expectável uma ressaca pandémica no ano pretérito devido aos bloqueios e interrupções da covid-19, o que estamos a ver agora é um declínio sustentado”, aponta Catherine Russel, directora-executiva da Unicef.

A gestão das doses da vacina contra difteria, tétano e tosse convulsa são um indicador usado para medir a cobertura da vacinação entre países. Dos 25 milhões de crianças sem a cobertura completa da vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa, 18 milhões não receberam uma única ração desta vacina. “As consequências serão medidas em vida”, diz Catherine Russel, citada no enviado enviado pela OMS e pela Unicef.

As causas para estes números são muitas e variadas. Devido à pandemia, houve interrupções de serviços e de cadeias de distribuição, meandro de recursos para responder à covid-19 e as medidas de contenção limitaram o entrada aos serviços de vacinação nalguns países.

Estes constrangimentos contribuíram para um agravamento da quebra na vacinação infantil ao longo dos últimos dois anos, mas não são os únicos motivos. Porquê refere a OMS e a Unicef em enviado, os ambientes de guerra onde não existe entrada a vacinação e o aumento da desinformação também são fortes motivos para os milhões de crianças que não estão totalmente vacinadas.

A grande maioria das crianças sem entrada a vacinação vivem em países com baixos e médios rendimentos: é na Birmânia e em Moçambique que há uma maior percentagem de crianças que não receberam nenhuma ração desta vacina.

Menos 25% de vacinação contra o HPV

Há mais dados preocupantes da cobertura de vacinação mundial: desde 2019, houve menos 25% doses da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV, na {sigla} em inglês) administradas. “Isto tem graves consequências para a saúde das mulheres e meninas, já que a cobertura da primeira da vacina contra o HPV é de exclusivamente 15%, apesar de as primeiras vacinas terem sido licenciadas há mais de 15 anos”, lê-se no enviado.

A cobertura da vacinação não é um maravilha restrito de regiões com menos rendimentos. Todas as regiões do planeta sofreram quebras nas taxas de vacinação, com pessoal incidência no Leste Asiático e no Pacífico.

“O planeamento e o combate à covid-19 também devem marchar de mãos dadas com a vacinação contra doenças mortíferas, porquê sarampo, pneumonia e diarreia”, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS.

A expectativa era que 2021 fosse um ano de recuperação para os programas de vacinação a nível mundial – e de revinda aos valores obtidos em 2019. Alguma coisa que não aconteceu: “Oriente retrocesso histórico nas taxas de imunização está a intercorrer num cenário de taxas crescentes de fome aguda grave. Uma muchacho desnutrida já tem a isenção enfraquecida e com doses de vacinas perdidas, as doenças comuns da puerícia rapidamente se tornam letais”, alerta o enviado.

A OMS e a Unicef destacam que nascente declínio ao longo dos últimos dois anos soma-se a quase uma dezena de estagnação na cobertura de vacinação. Em Portugal a vacinação infantil abrange muro de 95% da população, o que já permitiu erradicar sarampo ou tosse convulsa, por exemplo.

Natividade: https://www.publico.pt/2022/07/15/ciencia/noticia/alerta-oms-2021-marcado-maior-quebra-vacinacao-infantil-30-anos-2013719