Coliseu do Porto será, por fim, concessionado. Rui Moreira fala em “solução definitiva”

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Em abril de 2021, a Câmara Municipal do Porto e o Ministério da Cultura anunciaram que iriam assumir o dispêndio das obras de restauração do Coliseu do Porto, avaliadas em 3,5 milhões de euros, suspendendo assim o padrão de licença, no entanto, um ano depois, o cenário mudou radicalmente. Esta sexta-feira, a direção do Coliseu do Porto aprovou por unanimidade a entrega da sala de espetáculos a privados e o autarca, Rui Moreira, admite ser uma “solução definitiva”.

Câmara do Porto e Ministério da Cultura suspendem licença do Coliseu do Porto e assumem obras de restauração

“Ninguém vai completar com a marca Coliseu, ela vai continuar, o que não vai é ser um coliseu a desabar. Não vou deixar é que o Coliseu desapareça”, começou por prometer, sublinhando que “já não existe” volubilidade nem serviço público naquele equipamento cultural. “Há uma associação que lá desenvolve atividades e depois no resto do tempo o Coliseu é, e muito uma, bojo de arrendamento. Aquilo que defendo é que a associação pode continuar a desempenhar as tarefas que sempre desempenhou, mas dentro de um edifico que é gerido pelas tais empresas que hoje contratam o Coliseu uma vez que bojo de arrendamento.”

Para Rui Moreira esta não é uma mudança de intenções, mas sim um volta ao projecto “original”. “Alguma coisa tem de ser feita. Durante o período da pandemia seria impossível lançar uma licença do Coliseu, era um suicídio de gestão.” O independente recusa ainda a teoria anunciada pela tutela de a restauração da sala ser feita com fundos comunitários. “Isso não é uma veras. Não havendo fundos, e tentou-se, não temos outra solução se não entregar a licença a privados. Acabou de ser aprovada pela direção por unanimidade, é uma solução definitiva.”

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O autarca do Porto alerta ainda que a solução encontrada para o porvir da sala poderia ser dissemelhante caso o Coliseu integrasse na lista de investimentos culturais do PRR. “Se consultarem a lista do PRR, tem lá uma lista de edifícios com 150 milhões inscritos pelo Governo e se verificarem não encontram o Coliseu, no Porto encontramos unicamente o Museu Soares dos Reis”, afirmou, acrescentando com certeza que “o Coliseu vai fechar para obras”. “Quem vai fazer a obra? Serão os privados, se houver alguém interessado na licença.”

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Manadeira: https://observador.pt/2022/07/15/coliseu-do-porto-sera-afinal-concessionado-rui-moreira-fala-em-solucao-definitiva/