Exclusão da Rússia do Juízo de Direitos Humanos da ONU “enfraquecerá a sua eficiência”

A Rússia alertou, esta quarta-feira, que a sua verosímil suspensão do Juízo de Direitos Humanos da ONU enfraquecerá o caráter universal daquele órgão e deixará nas mãos do Poente o controlo totalidade em material de direitos humanos.

“A exclusão da Rússia do Juízo enfraquecerá, sem incerteza, a sua universalidade, eficiência e, na prática, deixará as mãos livres aos países do Poente para exercerem um controlo totalidade sobre a esfera dos direitos humanos”, declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de prelo.

A Parlamento-Universal da ONU, composta pelos 193 Estados-membros da organização, reúne-se na quinta-feira em Novidade Iorque para votar o pedido de suspensão da Rússia do Juízo de Direitos Humanos.

A iniciativa do pedido coube à Ucrânia, aos Estados Unidos e ao Reino Uno, posteriormente as graves acusações feitas às tropas russas na Ucrânia, em peculiar o massacre de centenas de civis na cidade de Bucha e noutras localidades.

Vários outros países, entre os quais o Canadá, Colômbia, República Checa, Estónia, França, Alemanha, Itália e Japão, apoiam o pedido.

Para tal, os promotores da iniciativa fizeram circunvalar um projeto de solução que propõe a suspensão dos direitos de participação da Rússia no Juízo de Direitos Humanos e que poderá ser revalidado com dois terços dos votos dos Estados-membros da ONU.


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