Faltam competências económicas e democráticas nos 12 anos de escolaridade em Portugal

No ano de 2014 a ONU declarou o dia 15 de julho porquê o Dia Mundial das Competências do Jovens (World Youth Skills Day – Resolution 69/145 adopted by the General Assembly on 18 December 2014).

A novidade economia, ou economia baseada em conhecimento, é propriedade da sociedade contemporânea. Sociedade que está inserida num processo de mudança em que as novas tecnologias são determinantes e estão muito para além da mera utilização das tecnologias da informação e o entrada à Internet, pois desafiam-nos a procurar novas fontes de vantagens competitivas, porquê a capacidade de inovar e fabricar novos produtos, com uma consciência cidadã de reverência pelo outro e pelo meio envolvente. Um novo padrão de desenvolvimento social e parcimonioso.

Posteriormente terminarem o 12.º ano de escolaridade, muitos alunos ingressam no ensino superior em áreas do conhecimento diversas da dimensão económica. Outros ingressam no mundo do trabalho. De todos eles, poucos tiveram no seu trajectória aluno entrada a formação que lhes permita estar munidos de competências para lidarem com as questões económicas, cada vez mais complexas.

A escola tem um papel determinante na consciencialização dos alunos de que a economia está presente no dia a dia. Para mourejar com esta veras, a escola deve promover nos alunos a literacia económica (e financeira) dotando-os das necessárias competências nesta dimensão.

De igual modo, verifica-se que os alunos ao terminarem o 12.º ano de escolaridade apresentam poucas competências a nível da literacia democrática, porque não tiveram no seu trajectória aluno entrada a (in)formação que lhes permita trenar uma cidadania mais consciente, mais muito informada, para fazerem escolhas eleitorais e participarem da vida pública.

É, pois, necessário dotar os nossos alunos até ao 12.º ano de escolaridade com competências para o tirocínio de uma cidadania plena, assente na moral da solidariedade, na justiça social e na honra da pessoa humana. Uma cidadania com reverência pelos princípios e valores democráticos, alicerçada no desenvolvimento da curiosidade científica, mas também da coesão sociocultural.

É perante esta urgência de dotar os alunos portugueses de competências para viverem na sociedade atual e futura que a escola assume um papel fundamental. É importante a escola tornar-se mais atrativa e, em sintonia com as novas gerações, incorporar a sociedade do conhecimento na formação de uma cidadania democrática, que abarque todas as dimensões da nossa vida coletiva.

A escola tem um contributo determinante para que os alunos sejam cidadãos conscientes e ativos, com competências necessárias para a vida em sociedade, preparados para enfrentarem os desafios do século XXI. O que só é verosímil se estiverem munidos de “múltiplas literacias”, incluindo as literacias económica e democrática.

Porque, para o tirocínio de uma cidadania plena, faltam competências económicas e democráticas nos 12 anos de escolaridade, é urgente dotar os alunos portugueses de competências em literacia económica e literacia democrática, para viverem melhor na sociedade atual e futura.

A Aproces, enquanto Associação de Professores de Ciências Parcimonioso-Sociais, propõe-se promover junto dos alunos, pais/encarregados de ensino e população em universal um conjunto de ações que irá apresentar em breve junto do Ministério da Instrução, grupos parlamentares e sociedade social.

A autora escreve segundo o novo congraçamento ortográfico

Manadeira: https://www.publico.pt/2022/07/15/opiniao/opiniao/faltam-competencias-economicas-democraticas-12-anos-escolaridade-portugal-2013760