Football Leaks. Rui Pinto opta pelo silêncio e não vai responder às questões feitas pelo Ministério Público

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Em atualização

Depois de quatro sessões a indagar, ponto por ponto, a criminação do Ministério Público e a responder às questões do coletivo de juízes, Rui Pinto opta agora pelo silêncio e não vai responder às perguntas dos procuradores.

Algumas dúvidas ficam, no entanto, por esclarecer, considerou a representante do fundo de investimento Doyen. Numa das últimas sessões, Rui Pinto disse desconhecer o significado de roubo: “Não sabia o que era roubo”. No entanto, nas alegações prestadas em março de 2019, Rui Pinto disse precisamente o contrário.

Rui Pinto responde por 90 crimes relacionados com o aproximação aos sistemas informáticos e e-mails de pessoas com ligações ao Sporting, à Federação Portuguesa de Futebol, ao fundo de investimento Doyen, à sociedade de advogados PLMJ, à Procuradoria-geral da República e à Ordem dos Advogados. Amadeu Guerra, velho diretor do Departamento Meão de Investigação e Ação Penal, José Miguel Júdice, legisperito, Jorge Jesus, treinador, e Bruno de Roble, velho presidente do Sporting, são alguns dos visados.

A divulgação dos e-mails do Benfica, os acessos à rede da PGR e a tentativa de roubo à Doyen

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Até agora, Rui Pinto respondeu às questões do coletivo de juízes. No totalidade, foram quatro sessões de perguntas e respostas e de estudo, ponto por ponto, da criminação do Ministério Público. Na primeira sessão, Rui Pinto revelou que estava a trabalhar com os serviços secretos da Ucrânia, analisando imagens de satélite e de câmaras de vigilância, mas falou sobretudo sobre os momentos que deram origem ao Football Leaks. Ainda assim, mesmo assumindo que teve aproximação às contas de e-mail de vários trabalhadores do Sporting, Rui Pinto sempre negou expor quem trabalhava consigo.

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Uma semana mais mais tarde, na segunda sessão, o principal tópico foi o aproximação feito às contas do fundo de investimento Doyen e a tentativa de roubo. E cá, Rui Pinto explicou que não fez qualquer aproximação inicial às contas, tendo unicamente conhecimento de que isso estava a suceder. Já em relação à tentativa de roubo, reconheceu que “foi tudo uma infantilidade” e que “não sabia o que era roubo”.

Entre as centenas de pontos que constam na criminação do Ministério Público, surgiu a questão da geração de um blogue que divulgou os e-mails do Benfica. Rui Pinto negou ser o principal instituidor do blogue ‘Mercado de Benfica’ — site onde foram divulgados os e-mails do Benfica. “O responsável trabalhava no Football Leaks”, explicou. Aliás, o alegado pirata informático admitiu que teve aproximação às caixas de correio e ao teor das pastas de Inês Pinto da Costa, da sociedade de advogados PLMJ, cuja informação deu origem, mais tarde, ao Luanda Leaks.

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Já na última sessão em que foram feitas perguntas pelo coletivo de juízes, Rui Pinto defendeu que existia uma “lapso de segurança” na rede da Procuradoria-Universal da República. “Toda a gente que estivesse conectado à rede interna da PGR, tinha a disponibilidade de saber essas passwords“, já que existia uma nota na lista de contactos interna do correio eletrónico com todas as senhas.

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Manancial: https://observador.pt/2022/11/07/football-leaks-rui-pinto-opta-pelo-silencio-e-nao-vai-responder-as-questoes-feitas-pelo-ministerio-publico/