Função Pública. Frente Geral diz que reunião com Governo termina sem novidades: “Ora destapa os pés, ora destapa a cabeça”

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Em atualização

“Zero de novo”. Foi mal a Frente Geral caracterizou a reunião que teve esta quarta-feira com a secretária de Estado da Governo Pública, Inês Ramires. O sindicato associado à CGTP disse que a proposta do Governo “não responde às necessidades dos trabalhadores” e “mantém a opção pela prolongamento do empobrecimento”.

Questionada pelos jornalistas acerca de uma verosímil evolução na valorização dos assistentes técnicos ou dos assistentes operacionais, Cristina Torres, dirigente da Frente Geral, que substituiu o coordenador Sebastião Santana na reunião, afirmou que “não há absolutamente evolução nenhuma”. “O montante que o Governo previa gastar é o montante que o Governo mantém”, acrescentou. Recorde-se que o Executivo propôs em outubro um aumento mínimo de 52 euros por ano até 2026. A atualização dos salários dos funcionários públicos, a correção das carreiras gerais, a subida do subvenção de repasto e as progressões vão custar 1320 milhões de euros no próximo ano.

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Posteriormente mais de uma hora de reunião, a Frente Geral acusou o Executivo de, nos últimos dias, “ora destapar os pés, ora destapar a cabeça, puxando a manta para um lado ou para o outro”. O sindicato considerou que “na prática” tudo permanece igual. Os problemas mantêm-se e a proposta manteve-se”.

A Frente Geral propõe “aumento salarial de 100 euros [valor mínimo] para todos os trabalhadores em 2023, com um aumento intercalar oriente ano que faça face ao impacto do aumento de dispêndio de vida e à perda de poder de compra”. Relativamente à greve pátrio da Governo Pública, realizada a 18 de novembro, a organização sindical destacou que os “trabalhadores deram uma poderoso prova com a luta que travaram” e mostraram que “não aceitam continuar a empobrecer”.

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Para esta sexta-feira, Cristina Torres avisa que está prevista uma “reunião do secretariado da Frente Geral”. Questionada sobre uma verosímil novidade greve pátrio da função pública disse somente que “todas as formas de luta são sempre possíveis”.

A discussão sobre as alterações à Lei Universal do Trabalho em Funções Públicas (LGTFP) estava prevista no congraçamento que foi assinado no final de outubro entre Governo, Fesap e STE. De fora ficou a Frente Geral, que acusou o executivo de negociar às escondidas.

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No último encontro com as estruturas sindicais, o Governo cedeu — ainda que muito parcialmente — às reivindicações dos sindicatos e foi anunciado que, na categoria de coordenador técnico, o Executivo irá dar aumentos que totalizam 104 euros brutos a quem está na primeira posição remuneratória.

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Manancial: https://observador.pt/2022/11/23/funcao-publica-frente-comum-diz-que-reuniao-com-governo-termina-sem-novidades-ora-destapa-os-pes-ora-destapa-a-cabeca/