Governo disponível para infligir aumentos dos técnicos superiores em 2022

O Governo não fecha a porta a que a diferença do salário de ingressão na curso técnica superior possa ter efeitos retroactivos a Janeiro de 2022 e, de contrato com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), remeteu a decisão final para o Parecer de Ministros desta quinta-feira.

A secretária de Estado da Governo Pública, Inês Ramires, reuniu-se ao longo de toda a manhã desta quarta-feira com as principais estruturas sindicais para fechar as negociações em torno da valorização salarial das carreiras de assistente técnico e de técnico superior e dos doutorados, assim porquê o novo regime dos concursos.

A proposta inicial do Governo previa um aumento de 47 euros no salário de ingressão na curso de assistente técnico (passando para 757,01 euros brutos), com efeitos desde Janeiro de 2022. Em cima da mesa está também a diferença do salário de ingressão na curso técnica superior dos licenciados, que passam a receber mais 52 euros, e dos doutorados, que passam a lucrar mais 400 euros. Esta medida, mas, só terá emprego em 2023.

Os sindicatos rejeitaram a proposta e pediram negociação suplementar, numa tentativa de pressionar o Governo a infligir a medida desde o início de 2022.

À saída da reunião desta quarta-feira, Helena Rodrigues, presidente do STE, garantiu que o tema “não ficou fechado”.

“Quanto à diferença da posição do nível remuneratório da curso de técnico superior a partir de Janeiro de 2022, não houve uma recusa, a solução sairá do Parecer de Ministros desta semana. Chamamos a atenção do primeiro-ministro quanto à urgência de valorização da curso técnica superior”, afirmou ao PÚBLICO.

Segundo a presidente do STE, a buraco do Governo infligir os aumentos de forma retroactiva diz saudação unicamente ao salário de ingressão na curso, deixando de fora os doutorados. “Esses, provavelmente, só em 2023 terão a valorização prevista”, indicou Helena Rodrigues.

O STE apresentou ainda uma proposta para aumentar em 50 euros os trabalhadores que já estão na curso há vários anos “para que não tenham um sentimento de injustiça” face aos outros trabalhadores.

A dirigente sindical acrescentou que o Governo aceitou algumas das propostas relacionadas com o recrutamento concentrado de trabalhadores. A mais importante é o peso da entrevista de selecção – que passa a ser feita pelos serviços – e que passa de 30% para 25%.

Nascente: https://www.publico.pt/2022/07/13/economia/noticia/governo-disponivel-aplicar-aumentos-tecnicos-superiores-2022-2013507