Governo português repudia ataques em Jerusalém e expressa solidariedade com Israel – Mundo

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português repudiou esta quarta-feira os recentes ataques em Jerusalém, que causaram um morto e 18 feridos e que as autoridades israelitas classificaram uma vez que “atentado terrorista” cometido por palestinianos.

“Toda e qualquer forma de terrorismo merece firme pena. Totalidade solidariedade para com as autoridades de Israel e as mais sentidas pêsames aos familiares. Votos de rápida recuperação aos feridos”, pode ler-se numa publicação divulgada na rede social Twitter.

Duas explosões perto de paragens de autocarros abalaram Jerusalém esta quarta-feira de manhã, causando a morte a um juvenil israelita-canadiano e ferimentos em pelo menos 18 pessoas.

A polícia de Israel atribuiu os ataques, que ocorreram em hora de grande concorrência, a palestinianos.

Os ataques ocorreram horas depois de militares palestinianos terem invadido um hospital da Cisjordânia ocupada e levado um cidadão israelita que procurava tratamento depois um acidente de carruagem, segundo o pai do jovem.

O primeiro-ministro israelita, Yair Lapid, já ameaçou com fortes represálias os raptores de um jovem israelita que veio a falecer, segundo a sua família.

Em paralelo, no setentrião da Cisjordânia, um palestiniano de 16 anos, Ahmed Amjad Shehadeh, foi morto durante a noite pelo Tropa israelita com uma projéctil que atingiu o coração, segundo o Ministério da Saúde palestiniano que se referiu a mais quatro feridos, um com sisudez.

O tropa israelita, contactado pela AFP, indicou ter efetuado uma operação em Nablus “para prometer o entrada dos civis israelitas ao tumulo de José”, um sítio venerado pelos judeus e onde estará sepultado José, um dos filhos do patriarca Jacob, e considerado pelos palestinianos uma vez que a tumba de uma figura religiosa muçulmana sítio.

No decurso da operação ocorreram trocas de tiros, enquanto as fações palestinianas indicaram estarem envolvidas nos confrontos.

Um segundo palestiniano morreu na noite desta quarta-feira ao não resistir aos ferimentos na sequência da operação militar, indicou o Ministério da Saúde palestiniano.

Os mais recentes desenvolvimentos ocorreram enquanto o ex-primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, mantém negociações para uma coligação depois as eleições legislativas, prevendo-se o seu retorno ao poder com um Governo mais à direita de sempre.

Itamar Ben-Gvir, um deputado extremista que pediu a pena de morte para agressores palestinianos, indigitado para o missão de ministro com a pasta da polícia, referiu que os ataques significam que Israel precisa de adotar uma postura mais dura em relação à violência palestiniana.

Sem reclamar responsabilidade pelos ataques de Jerusalém, o movimento islamista palestiniano Hamas, no poder na Fita de Gaza, considerou os ataques “o preço dos crimes e agressões de Israel” contra “o povo palestiniano”.

As tensões entre israelitas e palestinianos têm aumentado nos últimos meses. Na sequência de ataques mortais em Israel, a partir de março, o tropa israelita realizou mais de dois milénio ataques na Cisjordânia.

Estes ataques, e os confrontos por vezes a eles associados, causaram a morte a 125 palestinianos, o maior número de mortos em sete anos, de entendimento com a ONU.


Manancial: https://www.cmjornal.pt/mundo/pormenor/governo-portugues-repudia-ataques-em-jerusalem-e-expressa-solidariedade-com-israel