Governo quer metade das bolsas de doutoramento em empresas até 2027

A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior assumiu esta quinta-feira a meta de atribuir metade das bolsas de doutoramento a investigadores que façam o seu trabalho em empresas até 2027.

“O objectivo é integrar os doutorandos em contexto não estudante, favorecendo a transferência de conhecimento e a segurança laboral dos investigadores posteriormente o doutoramento, e que, até 2027, as bolsas de doutoramento em envolvente não estudante passem a simbolizar, pelo menos, 50% do totalidade de novas bolsas atribuídas” afirmou Elvira Fortunato, que falava na início de uma sessão promovida pela Instalação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) no Teatro Thalia, em Lisboa, para assinalar o Dia Vernáculo da Cultura Científica.

Afirmando que o Governo pretende um “sistema científico próximo e eficazmente articulado com o sistema empresarial”, a ministra recordou algumas medidas previstas na proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023).

Desde logo, a partir do próximo ano deverá ser retomada a atribuição de bolsas de doutoramento a investigadores que façam o seu trabalho em empresas, base que deixou de ser facultado há seis anos. “Portugal apresenta hoje uma taxa de novos doutorados semelhante à média europeia, mas o número de doutorados per capita continua muito subalterno à media europeia. Em privado, a parcela de doutorados em empresas continua a ser relativamente modesta, muro de 8%, mesmo sabendo que o tecido não estudante tem muito a lucrar”, considerou.

A propósito dos doutoramentos, o OE2023, que será votado na sexta-feira, prevê também a geração de um regime de contratação de investigadores científicos, com doutoramento concluído, em empresas.

Meta de 3% do PIB em 2030

Segundo Elvira Fortunato, através de parceiras com entidades do sector privado e da governo pública, o Governo pretende “produzir tarefa altamente qualificado e promover a integração de doutorados no mercado de trabalho, contribuindo para a subtracção da precariedade”.

A lei de fomento ao tarefa científico, que data de 2017, prevê a contratação a termo, por um sumo de seis anos, de investigadores doutorados.

A contratação de investigadores é financiada pela FCT através de dois concursos –​ um ao qual os cientistas podem concorrer individualmente e outro simples às instituições científicas, uma vez que laboratórios ou universidades.

Ao concurso talhado às instituições científicas podem ainda concorrer empresas, mas desde que a sua diligência tenha “sido reconhecida uma vez que de interesse científico ou tecnológico” ou às empresas “tenha sido atribuído o título de laboratório colaborativo”.

O primeiro-ministro, António Costa, também interveio na início da sessão, com um exposição devotado sobretudo ao ensino superior, recordando ainda a meta do Governo de investir em investigação e desenvolvimento 3% do resultado interno bruto (PIB) até 3030, com dois terços do numerário vindo sector privado e o restante um terço do sector público. Hoje, Portugal investe 1,67% do PIB em ciência, lembrou António Costa.

O fecho ficou a função do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, tendo estado também presente a ministra da Resguardo Vernáculo, Helena Carreiras.

Nascente: https://www.publico.pt/2022/11/24/ciencia/noticia/governo-quer-metade-bolsas-doutoramento-empresas-ate-2027-2029048