Mães cuidadoras informais pedem ajuda para remunerar funeral de Joãozinho

Um grupo de mães cuidadoras informais está a publicar o NIB da conta de Célia Grazina Teixeira, para ajudar a remunerar as despesas do funeral do rebento João, de 11 anos, que faleceu esta terça-feira.

Maria dos Anjos Catapirra, vice-presidente da Associação Pátrio de Cuidadores Informais (ANCI), foi uma das pessoas que se associou a nascente movimento instintivo, em solidariedade com a família do João.

“Para quem vive de donativos, 219, 96 euros de subvenção de funeral é um montante irrisório para remunerar as despesas”, sublinha.

Defensora do reembolso do totalidade das despesas de funeral, Maria dos Anjos considera ainda fundamental dar esteio psicólogo aos cuidadores informais quando perdem o seu ente querido.

“A pessoa morre e nós sofremos. Depois, fica um vazio na nossa vida, porque cuidávamos 24 sob 24 horas”, explica a vice-presidente da ANCI. “A maior secção das pessoas vai parar ao psicólogo ou entra em depressão.”

Empenhada em contribuir para que seja reunida uma verba capaz de prometer o “mínimo de pundonor no funeral” de João, Maria dos Anjos apela ao contributo de quem possa ajudar.

Para tal, partilhou a retrato principal da página de Célia Grazina Teixeira no Facebook, onde a mãe cuidadora escreve que “a vida só tem sentido quando damos um pouco de nós”, associada ao NIB PT 50 003521790001400503008.

“É com muita dor e angústia que vos informo que o nosso Joãozinho partiu hoje [terça-feira]. Depois de muitas lutas e batalhas, finalmente descansou”, escreve Célia na página de Facebook. “Adeus, meu eterno recém-nascido, meu companheiro. Até já!”

João Grazina Teixeira estava internado, desde o dia 24, no Hospital D. Estefânia, em Lisboa. Com paralisia cerebral na sequência do parto, não falava, não via e não conseguia engolir. Estava ao zelo permanente da mãe, que deixou de trabalhar para o seguir.


Nascente: https://www.jn.pt/vernáculo/maes-cuidadoras-informais-pedem-ajuda-para-pagar-funeral-de-joaozinho-14725851.html