Maioria dos 39 projectos culturais de equipamentos da RTCP com contratos assinados

Vinte e sete dos 39 projectos de programação de equipamentos culturais credenciados na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) já assinaram contratos no contexto do base financeiro, disse esta quinta-feira à Lusa o director-geral das Artes, Américo Rodrigues. “Há teatros que já começaram a receber a primeira tranche e em breve estarão assinados todos os contratos com as câmaras e as entidades”, afirmou o director-geral.

No primeiro concurso de base à programação dos teatros e cineteatros credenciados na RTCP são abrangidos 39 projectos com um valor global de 5,1 milhões de euros de financiamento.

Em Maio, quando anunciou os resultados, a Direcção-Geral das Artes (DGArtes) sublinhava que nascente base é “um contributo decisivo para confirmar uma gestão regular e contínua da oferta cultural dos equipamentos promotores destes projectos”. À Lusa, Américo Rodrigues recordou esta quinta-feira que nascente financiamento é um base complementar, porque quem gere os teatros, cineteatros e auditórios tem de confirmar a sustentabilidade dos equipamentos em termos de despesa, seja com mecenas, bilheteira ou outras verbas, exemplificou.

De convenção com os dados divulgados sobre o primeiro concurso da RTCP, as regiões Núcleo e Setentrião reúnem mais de metade dos 39 projectos de programação de equipamentos culturais financiados. O concurso de base financeiro aos equipamentos culturais credenciados da RTCP tem um montante anual de seis milhões de euros, entre 2022 e 2025, perfazendo um totalidade de 24 milhões de euros. Segundo a direcção-geral, esta modalidade de base “tem ciclos de orifício bienais, pelo que está previsto um novo concurso já em 2023”. Na candidatura, os espaços culturais deveriam apresentar as linhas orientadoras de uma programação a quatro anos, e executar requisitos sobre gestão, recursos humanos ou acessibilidade.

A realização do programa de financiamento e das actividades dos equipamentos credenciados será monitorizada por uma percentagem da DGArtes, disse Américo Rodrigues. A RTCP foi criada para combater as assimetrias regionais e para fomentar a “coesão territorial no chegada à cultura e às artes em Portugal” e assenta “na descentralização e na responsabilidade partilhada do Estado médio com as autarquias e as entidades independentes”, lê-se na página da DGArtes.

Tapume de 80 equipamentos culturais aderiram já à RTCP, entre auditórios municipais, casas de cultura, teatros e cineteatros, centros culturais e centros de artes.

No dia 19, a DGArtes promove a primeira conferência dedicada à Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, enquanto “momento de reflexão sobre o projecto e para debater boas práticas”, disse Américo Rodrigues. O encontro decorrerá no Teatro-Cine de Torres Vedras e entre os participantes estarão programadores, produtores e autarcas, além do ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e do director-geral das Artes.

Rui Quintal, fundador de O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), Sandra Nóbrega, directora do Teatro Municipal Baltazar Dias (Funchal), o encenador e programador John Romão, Gil Silva, director do Teatro das Figuras (Faro), e Vítor Pereira, autarca de Paredes de Coura estão entre os convidados da conferência.

Nascente: https://www.publico.pt/2022/07/14/culturaipsilon/noticia/maioria-39-projectos-culturais-equipamentos-rtcp-contratos-assinados-2013739