Mais de 50 milénio pessoas morreram em rotas migratórias desde 2014

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Mais de 50 milénio pessoas morreram desde 2014 em rotas migratórias, grande segmento para tentar chegar à Europa, mas os países de origem, trânsito e fado pouco fizeram para evitar tal situação.

Segundo um relatório hoje publicado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), o número de vítimas mortais em rotas migratórias começou a ser contabilizado há oito anos, quando foi criado o Projeto de Migrantes Desaparecidos da OIM, que lamenta a “pouca ação” dos Governos para “enfrentar a crise global em curso de migrantes desaparecidos”.

“Embora milhares de mortes tenham sido documentadas nas rotas de transmigração, muito pouco foi feito para mourejar com as consequências dessas tragédias e muito menos para evitá-las”, afirma a coautora do relatório Julia Black, citada no documento da sucursal liderada pelo português António Vitorino. “Independentemente dos motivos que levam as pessoas a transmigrar, ninguém merece morrer em procura de uma vida melhor”, acrescenta a autora

Mais de metade para e dentro da Europa

Mais de metade das 50 milénio mortes documentadas aconteceram em rotas para e dentro da Europa, com o mar Mediterrâneo a reivindicar pelo menos 25.104 vidas.

África surge uma vez que a segunda região mais mortal para migrantes, com mais de nove milénio mortes documentadas no continente desde 2014. No entanto, investigações realizadas regionalmente indicam que levante número global está, quase de certeza, muito inferior dos valores reais.

No continente americano, por sua vez, foram documentadas quase sete milénio mortes, a maioria das quais nas rotas para os Estados Unidos (4.694), sendo que, só na fronteira terrestre com o México foram contabilizadas pela OIM mais de quatro milénio mortes desde 2014.

Outras 6200 mortes foram registadas na Ásia, sendo que é nesta região que as crianças representam a maior fatia das mortes em rotas migratórias: 11%.

Das 717 crianças mortas contabilizadas, mais de metade (436) eram refugiadas da minoria étnica muçulmana 5ohingya.

A OIM alerta ainda para a quantidade de migrantes mortos mas nunca identificados, referindo que mais de 30 milénio pessoas registadas no Projeto de Migrantes Desaparecidos têm “nacionalidade desconhecida”, o que indica que há milhares de famílias à espera indefinidamente de respostas.

Segundo adianta o relatório da sucursal que integra o sistema das Nações Unidas, na Ásia ocidental pelo menos 1315 pessoas morreram quando tentavam chegar a um novo fado, muitas das quais em países em guerra, tornando quase impossível verificar a sua identidade.

“As obrigações do Recta Internacional, incluindo o recta à vida, têm de ser cumpridas em todos os momentos”, sublinha a OIM no relatório, defendendo que é preciso trabalho conjunto para prevenir e reduzir o número de mortes de migrantes.

Deve ser “dada prioridade a operações de procura e resgate, melhorar e expandir as rotas regulares e seguras de transmigração e prometer que as políticas migratórias defendem a proteção e a segurança das pessoas”, conclui.


Natividade: https://www.jn.pt/mundo/mais-de-50-mil-pessoas-morreram-em-rotas-migratorias-desde-2014–15380197.html