Mesmo longe, alunos do Campo de Besteiros trabalham para um horizonte melhor no oceano

Para chegarem ao ponto mais próximo do oceano, os alunos da Escola Básica do Campo de Besteiros demoram muro de uma hora por auto-estrada. Apesar da intervalo, sabem que usar medidas que o protejam significa cuidar do horizonte.

Situada no concelho de Tondela, esta é uma Escola Azul, ou seja, uma escola que envolve activamente a comunidade escolar na compreensão da influência do oceano nas pessoas e vice-versa.

“O estabilidade do mar depende do que cada um faz na terreno”, recorda um dos muitos cartazes sobre o tema que se encontram espalhados por vários edifícios da escola e que, além de peixes, tem a servir de “decoração” cotonetes, tampas de garrafas e outros plásticos que habitualmente vão parar ao oceano.

Mas nem é preciso entrar nos edifícios para perceber que esta é uma escola dissemelhante. Logo da rua avista-se, junto ao lago da ingresso, uma tartaruga gigante, feita de garrafas de plástico e, ao lado, placas que informam: “Tu e eu podemos mudar o mundo.”

A professora Ana Paula Alves, que coordena o projecto Escola Azul na Escola Básica do Campo de Besteiros, considera que “é mais difícil sensibilizar os alunos para o oceano estando longe dele”, mas o que importa é nunca desistir.

“Na operosidade da manante do oceano, por exemplo, vimos imagens de alunos de outras escolas em frente ao mar. Imagens lindas, sem incerteza. Nós fomos até à ribeira cá perto, que até tinha pouca chuva”, conta à sucursal Lusa Susana Sacras, outra das professoras envolvidas no projecto. A professora referia-se a uma operosidade realizada em Maio, para marcar o Dia da Escola Azul.


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Alunos da Escola Secundária de Peniche fizerama Manante do Oceano junto a uma falésia
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O Ajuntamento de Escolas de Valadares reuniu centenas de pessoas que foram até à praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia, para realizar a Manante do Oceano. Detrás da manante está a capela do Senhor da Pedra
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O Ajuntamento de Escolas de Valadares reuniu centenas de pessoas que foram até à praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia, para realizar a Manante do Oceano
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O Ajuntamento de Escolas de Valadares reuniu centenas de pessoas que foram até à praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia, para realizar a Manante do Oceano
Isabel Faria

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Alunos da Escola Profissional de Campanhã, fizeram a Manante do Oceano da Escola Azul na praia de Matosinhos

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Alunos da Escola Básica 1 de Geraldes deram as mãos na praia de São Bernardino, no concelho de Peniche
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Alunos da Escola Profissional de Campanhã, fizeram a Manante do Oceano da Escola Azul na praia de Matosinhos
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Estudantes do Ajuntamento de Escolas EBS Vale D’Nascente Viatodos – Barcelos fizeram o cordão com estudantes do ajuntamento Aver-o-Mar na praia de A-Ver-o-Mar, na Póvoa de Varzim
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Alunos da Escola Profissional de Campanhã, fizeram a Manante do Oceano da Escola Azul na praia de Matosinhos
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Alunos da Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos do Caniço, na Madeira, reuniram-se para fazer a Manante do Mar na praia dos Reis Magos
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Alunos da Escola Profissional de Campanhã, fizeram a Manante do Oceano da Escola Azul na praia de Matosinhos

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Alunos da Escola Profissional de Campanhã, fizeram a Manante do Oceano da Escola Azul na praia de Matosinhos

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Alunos da Escola Básica 1 de Geraldes deram as mãos na praia de São Bernardino, no concelho de Peniche

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Estudantes do Ajuntamento de Escolas EBS Vale D’Nascente Viatodos – Barcelos fizeram o cordão com estudantes do ajuntamento Aver-o-Mar
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Na praia do Baleal, os estudantes da Escola Básica 1 de Ferrel, do concelho de Peniche, deram as mãos para a Manante do Oceano
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Alunos da Escola Internacional de Aljezur, no Algarve, fazem um cordão pelo oceano
Joe Stevens e Liam Stevens

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Alunos da Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos do Caniço, na Madeira, reuniram-se para fazer a Manante do Mar na praia dos Reis Magos
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Além da manante do oceano, os alunos da Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos do Caniço, na Madeira, também realizaram actividades náuticas e recolheram lixo da praia
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Além da manante do oceano, os alunos da Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos do Caniço, na Madeira, também realizaram actividades náuticas e recolheram lixo da praia
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Crianças com um edital que diz “O Oceano não é um caixote do lixo” na praia de Mirar, na iniciativa do Cordão do Oceano organizada pelo Ajuntamento de Escolas de Valadares, de Vila Novidade de Gaia
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O Ajuntamento de Escolas de Valadares reuniu centenas de pessoas que foram até à praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia, para realizar a Manante do Oceano
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Manante do Oceano desenhada pela Benedita, do Ajuntamento de Escolas de Valadares, Vila Novidade de Gaia
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O Ajuntamento de Escolas de Valadares reuniu centenas de pessoas que foram até à praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia, para realizar a Manante do Oceano
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O Ajuntamento de Escolas de Valadares reuniu centenas de pessoas que foram até à praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia, para realizar a Manante do Oceano
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O Ajuntamento de Escolas de Valadares reuniu centenas de pessoas que foram até à praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia, para realizar a Manante do Oceano
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Na Escola Secundária Ferreira Dias, em Agualva, Sintra, optou-se por dar um amplexo à ribeira das Jardas, que fica perto da escola
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Externato de Penafirme na Praia de Santa Cruz, em Torres Vedras
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Escola Básica e Secundária Ordem de Sant’Iago, Setúbal
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Mais de 500 alunos, do 1.º ao 10.º ano, docentes e não docentes do Escola de Nossa Senhora da Calmaria, participaram na iniciativa Manante do Oceano, na praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia. Munidos de cartazes feitos por si, quiseram transmitir a todos uma mensagem de proteção do Oceano.
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Mais de 500 alunos, do 1.º ao 10.º ano, docentes e não docentes do Escola de Nossa Senhora da Calmaria, participaram na iniciativa Manante do Oceano, na praia de Miramar, em Vila Novidade de Gaia. Munidos de cartazes feitos por si, quiseram transmitir a todos uma mensagem de proteção do Oceano.
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EB Abadias, Ajuntamento de Escolas da Zona Urbana da Figueira da Foz
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Alunos da Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, de Valadares, fizeram secção da Manante do Oceano realizada pelas Escolas Azuis de Vila Novidade de Gaia
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Alunos da Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, de Valadares, fizeram secção da Manante do Oceano realizada pelas Escolas Azuis de Vila Novidade de Gaia
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Alunos da Escola Secundária de Peniche fizerama Manante do Oceano junto a uma falésia
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Alunos da Escola Secundária de Peniche fizerama Manante do Oceano junto a uma falésia
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Alunos da Escola Secundária de Peniche fizerama Manante do Oceano junto a uma falésia
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Escolas Azuis do município de Faro juntam-se para a manante do oceano: Escola Básica Ria Formosa, EB1 da Conceição, EB1 de Pontes Marchil e Ajuntamento de Escolas D. Afonso III
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Escolas Azuis do município de Faro juntam-se para a manante do oceano: Escola Básica Ria Formosa, EB1 da Conceição, EB1 de Pontes Marchil e Ajuntamento de Escolas D. Afonso III
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Alunos das Escolas Azuis de Lagos juntam-se para realizar a manante do oceano
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Alunos das Escolas Azuis de Lagos juntam-se para realizar a manante do oceano
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Alunos da Escola Básica Drº Horácio Bento de Gouveia, no Funchal, juntam-se para fazer a manante do oceano
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Alunos da Escola Secundária João Gonçalves Zarco Cordão Humano fazem a manante do oceano na praia de Matosinhos
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Crianças da EB1PE e Creche de Santa Cruz, na Madeira
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Nesta quinta-feira, alunos de várias escolas foram até às praias do país para dar as mãos e formar uma manante do oceano. A iniciativa marcou o dia da Escola Azul, um programa educacional para fomentar a literacia dos oceanos e alertar para a saúde da secção azul do nosso planeta.

Enquanto alunos de outros pontos do país saíram das suas escolas e “invadiram” as praias das proximidades, tal não foi provável no Campo de Besteiros. Segundo Ana Paula Alves, a intervalo entre o Campo de Besteiros e o oceano obriga a uma maior originalidade na realização das actividades.

“Todas as turmas da escola tinham uma pinga azul, de papel, na qual escreveram uma frase relativa à protecção dos oceanos. Juntamo-nos todos numa fileira, fomos até à ribeira e colocámos as gotas na estrutura da ponte”, recorda Sílvia Marques, de 15 anos, que, tal uma vez que Sara Roble, de 14 anos, é embaixadora da Escola Azul.

No retorno à escola, foram nomeadas novas embaixadoras, uma vez que as duas alunas estão a concluir o 9.º ano de escolaridade e sairão desta escola.

Os primeiros passos na relação da escola do Campo de Besteiros ao oceano foram dados em 2014, com o projecto Ler+Mar. Só no ano lectivo 2017/18 se iniciaram as actividades no contextura do projecto Escola Azul (programa educativo do Ministério da Economia e Mar).

A preço do mar

O trabalho desenvolvido ao longo destes anos, que vai para além dos muitos cartazes dos alunos visíveis na escola, prova que não é preciso viver no litoral para saber a preço do mar e a urgência de contribuir para a sua sustentabilidade.

A pandemia de covid-19 limitou as actividades, mas, ainda assim, foi provável participar no projecto “O nosso oceano em 2030”. Em fala com professores de várias disciplinas, cada turma trabalhou para que depois, a nível pátrio, fossem encontrados os “dez compromissos das Escolas Azuis”.

“Todo esse trabalho foi bastante interessante, porque obrigou os alunos a fazerem pesquisas, a debaterem uns com os outros essa problemática e envolverem-se. Tivemos uma aluna da nossa escola que até foi ao debate pátrio”, conta à Lusa, orgulhosa, Ana Paula Alves.

Nascente ano lectivo, no contextura do repto “Escola Secreta”, a turma da Sílvia e da Sara pegou num desses compromissos — “exigir a instalação de mecanismos eficazes de retenção de resíduos nas sarjetas, que os impeçam de chegar ao mar e de prejudicar a vida marinha” — e redigiu e declamou um poema.

“Um poema sobre sarjetas?”, foi a primeira reacção de Susana Sacras à proposta dos alunos, estranhando a teoria que, reconhece agora, resultou num trabalho muito engraçado.

O poema, declamado pelos alunos na turma e gravado em vídeo, deixa o apelo: “Não, não, não me atires para o soalho, o vento vai-me levar, aos trambolhões até ao mar, um verídico furacão, para não ter levante orientação, nas sarjetas vamos intervir, sim, sim vamos impedir o lixo, de chegar ao mar e poluir.”

“Acho que levante ano foi o melhor, porque depois da covid pudemos voltar a fazer mais actividades”, considera Sílvia Marques, que completa o seu quinto ano de participação no projecto Escola Azul.

Também prestes a deixar o projecto, Sara Roble não tem dúvidas de que levará as experiências que viveu para a vida: “Ficamos mais sensíveis, temos mais noção do que está a intercorrer e podemos ajudar a prevenir que o lixo chegue ao mar.”

Situada junto à Serra do Caramulo, a escola adequa muitas das actividades do projecto à sua localização. Ana Paula Alves explica que os responsáveis pelo projecto tentam “realizar as actividades não só de concórdia com as disciplinas, mas também de concórdia com a veras de quem está no interno do país” e, nesse contextura, é feita a relação ao projecto Rios. “Não temos cá o oceano, mas temos o rio Criz e várias ribeiras, que, mais cedo ou mais tarde, vão dar ao oceano”, sublinha.

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Natividade: https://www.publico.pt/2022/06/23/azul/noticia/longe-alunos-campo-besteiros-trabalham-futuro-melhor-oceano-2011071