Nan Goldin: “Sempre quis ser cineasta. Sempre gostei mais do cinema do que da retrato”

“Honra”. Talvez não tenha sido a primeira vocábulo de que o público presente na primeira exposição realizada por Nan Goldin, em 1973, em Boston, se lembrou perante as fotografias de exultantes drag queens. E seria certamente a última na cabeça da sociedade americana conservadora de portanto, na ressaca do movimento hippie e pronta a reorganizar os códigos tradicionais que haviam sido perigosamente sacudidos. “Honra” era a dos grandes heróis americanos, a estrear em John Wayne e a finalizar nos regressados do Vietname, os reais e os que Hollywood glorificou até à ameaçadora aterragem dos movie brats nos anos 1970. E, porém, é essa vocábulo, “Honra”, Honoris mais precisamente, que, quase 50 anos volvidos, acompanha a vinda da fotógrafa norte-americana (n. 1953, filha de pais judeus de classe média) para a 12.ª edição do Multiplex, iniciativa da Universidade Lusófona do Porto (ULP).

Manancial: https://www.publico.pt/2022/11/25/culturaipsilon/entrevista/nan-goldin-quis-cineasta-gostei-cinema-fotografia-2028728