“Nest”, do islandês Hlynur Pálmason, vence Grande Prémio do Curtas Vila do Conde

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O filme “Nest”, do realizador islandês Hlynur Pálmason, venceu oriente sábado o Grande Prémio do festival internacional Curtas Vila do Conde, com “Ice Merchants”, de João Gonzalez, a vencer a competição vernáculo e o prémio do público.

O júri do Curtas deu o Grande Prémio a uma coprodução dinamarquesa e islandesa que explora “uma história de irmãos a construírem juntos uma mansão na árvore, ao longo de um ano”, um ‘ninho’, a tradução literal do título da obra.

“Observamos a venustidade e a brutalidade das estações, enquanto acompanhamos os irmãos nas suas lutas e momentos de alegria”, pode ler-se na sinopse.

Segundo a enunciação do júri, “Nest” conta com “planos fixos elevados ao seu potencial sumo, com um laivo de humor sofisticado, suspense muito doseado e um sentido de ‘timing’ preciso”.

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“Levante filme demonstra a arte do cinema enquanto exploração do tempo e espaço na sua aceção mais pura”, acrescenta o escola formado pelos realizadores, produtores, curadores e críticos Yun-Hua Chen, Anna Azevedo, Chema García Ibarra, John Canciani e Susana Rodrigues.

Pálmason estreou-se na programação do Curtas Vila do Conde e hoje somou novidade eminência em Portugal, depois de, em 2018, ter recebido uma menção honrosa por “Winter Brothers” no FEST — Festival Novos Realizadores Novo Cinema.

Levante ano, apresentou já “Vanskabte Land”, uma ‘longa’, na troço Un Certain Regard, do festival de cinema de Cannes, numa curso que vem somando vários prémios internacionais desde 2012, incluindo várias distinções em Locarno, por “Winter Brothers”.

No extenso palmarés da 30.ª edição do torneio vila-condense, hoje divulgado, “Cuerdas”, de Estabaliz Urresola Solaguren, recebeu o prémio de melhor filme de ficção, com “Haulout”, de Evgenia Arbugaeva e Maxim Arbugaev, distinguido porquê melhor documentário, e “Scale”, de Joseph Pierce, na animação.

A multipremiada curta de João Gonzalez “Ice Merchants” somou hoje novidade eminência, ao vencer a competição vernáculo, que se junta ao prémio da Semana da Sátira, em Cannes, Prémio Invenção Leitz Cine.

“Ice Merchants”, terceira curta-metragem de animação de João Gonzalez, é um filme sobre um pai, um fruto e uma mansão num precipício, numa história enxurro de metáforas sobre laços familiares.

De convénio com transmitido da Filial da Curta-Metragem, que organiza o festival de Vila do Conde, “Ice Merchants”, que hoje venceu também o Prémio do Público do torneio, está na “restrita lista de ‘curtas’ elegíveis aos Óscares da Liceu de Hollywood para a edição de 2023”.

Entre os prémios nacionais, nota para Carlos Lobo, porquê melhor realizador português, por “Aos Dezasseis”, e “Garrano”, de David Doutel e Vasco Sá, o prémio do público, na competição vernáculo.

“Darkness, Darkness, Burning Bright — Oraison”, de Gaëlle Rouard, venceu o quadro experimental, Falcão Nhaga triunfou na troço Take One! Com “Mistida”.

O videoclipe de Leonor Pacheco de “Ânimo”, de Pedro Pestana e Nils Meisel, venceu na troço dedicada a oriente tipo de trabalhos, com “The Glory of Terrible Eliz” premiado no programa My Generation.

No Curtinhas, devotado aos mais novos, o prémio foi para “Caiaque”, de Solène Bousseboeuf, Flore Dechorgnat, Tiphaine Klein, Auguste Lefort e Antoine Rossi.

O Curtas, que termina no domingo com a exibição, entre outras sessões, dos filmes premiados, anunciou ainda o filme “The Potemkinists”, de Radu Jude, porquê indicação da organização aos European Film Awards.

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Manadeira: https://observador.pt/2022/07/16/nest-do-islandes-hlynur-palmason-vence-grande-premio-do-curtas-vila-do-conde/