O mistério dos fundos – Editoriais

Descontando a forma trapalhona uma vez que Marcelo Rebelo de Sousa manifestou o desagrado face à taxa de realização dos fundos europeus – apontou baterias a Ana Abrunhosa, alargou o campo de tiro ao Governo, quando o meta seria Mariana Vieira da Silva, responsável pela gestão da ‘bazuca’ -, o Presidente da República tem razão.

Não são números que se apresentem, é preciso dar sequência às ajudas e evitar a vergonha, o ridículo, de não se saber o que fazer ao numerário, onde aplicá-lo, havendo tanto onde faz falta. Desperdiçar esta oportunidade única, talvez a última, de dar um poderoso e decisivo empurrão ao desenvolvimento do País, seria um violação. No dia em que as armas se calarem na Ucrânia, mesmo antes da sua ingressão na União Europeia, é preciso erigir o que os russos destruíram. Vai custar muito numerário, um valor estratosférico, que será preciso tirar de qualquer lado.


Que Marcelo mantenha a pressão, a vigilância e o proporção de exigência que as circunstâncias exigem. Se a a coisa descambar, “não lhes perdoe”, uma vez que o ouvi expressar elevado e bom som, seja lá no que isso se traduz. Ouvir Ana Abrunhosa expressar que “está tudo controlado”, só por si, não tranquiliza.


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