PR diz que quebra de exemplo nos fuzileiros deve ser punida, mas sem julgar todo o corpo – Sociedade

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou levante domingo que “uma quebra do exemplo” nos fuzileiros deve ser “exemplarmente punida”, mas defendeu que é intolerável julgar todo levante corpo de forças especiais pelas ações de alguns.

Marcelo Rebelo de Sousa presidiu levante domingo à protocolo militar de fecho das comemorações dos 400 anos dos Fuzileiros, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

“Fuzileiros de Portugal, porquê Presidente da República representando milhões de portugueses e porquê vosso comandante supremo, não tenho um segundo de incerteza de que uma quebra do exemplo deve ser exemplarmente evitada antes de ocorrer e exemplarmente punida se tiver ocorrido”, afirmou, numa referência implícita à morte do agente da PSP Fábio Guerra, na sequência da qual dois fuzileiros ficaram em prisão preventiva porquê suspeitos deste homicídio.

Sem nunca fazer qualquer referência direta a esta caso, Marcelo Rebelo de Sousa deixou simples que não tem “um segundo de incerteza de que é intolerável – porque é injusto – julgar todo um corpo por um ou alguns dentro dele, sobretudo quando o corpo sabe mostrar que não muda, não cede, não condescende no que é principal”.

“E o saudação da vida e da honra das pessoas é sempre, mas sempre principal, mesmo em cenários de guerra. Por maioria de razão, fora deles”, sublinhou.

Afirmando que, tal porquê os portugueses, tem orgulho nos Fuzileiros, o Presidente da República foi perentório: “É por justificação desse orgulho que sei que vós próprios sois dos primeiros a não tolerar zero, mas mesmo zero, que atinja esse orgulho dos portugueses.”

“A vossa chapéu azul-ferrete, lembrou o almirante Gerente do Estado-Maior da Armada – acrescento eu, porquê sabeis – quer expor fusos, fortes, unidos, zelosos, orgulhosos e simples. Mas quer expor mais. Quer expor que onde estiver um de entre vós, estará a vossa psique, o vosso compromisso de serviço, de sacrifício, de doação à pátria, de exemplo para cada um e para todos os portugueses”, referiu.

Na perspetiva de Marcelo Rebelo de Sousa, “um fuzileiro serve sempre”, “um fuzileiro sacrifica-se sempre”, “um fuzileiro doa-se à pátria sempre” e “um fuzileiro é um exemplo sempre”, esteja “fardado ou desfardado”.

“Por isso cada um de vós sabe que tudo deve fazer para ser sempre dos melhores. Todos sabeis que a vossa força se faz da vossa força moral e a vossa força moral se faz da força moral de cada um de vós”, disse.

O agente da PSP Fábio Guerra morreu a 21 de março no Hospital de São José, em Lisboa, devido a graves lesões cerebrais.

De pacto com as informações da PSP, no lugar e momento das agressões encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, porquê era sua obrigação lítico”, acabando por ser agredidos violentamente por um dos grupos, formado por muro de 10 pessoas. Os outros três agentes agredidos tiveram subida hospitalar.

Um dos suspeitos no envolvimento nas agressões, social, foi libertado posteriormente ser interrogado pelo MP e os restantes dois detidos, fuzileiros da Armada, ficaram em prisão preventiva, posteriormente serem submetidos a primeiro interrogatório judicial, estando a executar a medida de filtração no estabelecimento prisional de Tomar.


Manancial: https://www.cmjornal.pt/sociedade/pormenor/20220410-1432-pr-diz-que-quebra-de-exemplo-nos-fuzileiros-deve-ser-punida-mas-sem-julgar-todo-o-corpo