Presidente defende valia dos direitos humanos em conferência no Qatar

O Presidente da República defendeu a valia dos direitos humanos durante uma conferência sobre ensino em Doha, no Qatar, tal uma vez que tinha prometido. “E nunca, nunca olvidar que é a isto que por vezes chamamos direitos humanos. Os direitos humanos são os direitos sociais, económicos, políticos, mas também os direitos pessoais. E isso é tão importante”, afirmou o gerente de Estado, em declarações (em inglês) transmitidas pela RTP, depois de tutorar o aproximação à ensino.

“Todos devem frequentar a escola. O objectivo [do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas] diz: ter aproximação à ensino”, disse, sublinhando que “o aproximação à ensino continua a ser um problema em toda a secção, porque com a crise os mais ricos ficam ainda mais ricos e os pobres ficam mais pobres.”

Marcelo sublinhou ser “muito importante apostar e investir no ensino superior para mudar científica e tecnologicamente mais depressa”. “Mas, ao mesmo tempo, nunca olvidar os que não podem remunerar essa ensino”, disse.

O Presidente da República tinha-se comprometido em falar sobre os direitos humanos no Qatar, onde decorre o Mundial de futebol, depois de ter feito declarações em que reconhecia o desrespeito pelos direitos humanos no país embora logo depois apontasse uma vez que premente a prestação da selecção portuguesa.

Aos jornalistas, esta tarde, antes de presenciar ao jogo principiante entre Portugal e o Gana, Marcelo Rebelo de Sousa não quis comentar a chamada do legado português em Doha ao Governo do Qatar por pretexto das suas declarações, consideradas “hostis”. “Agora estou completamente concentrado no jogo”, respondeu.

Segundo a escritório Lusa, a mediação de Marcelo decorreu em forma de conversa com o Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, sobre ensino, iniciativa organizada pela instauração Education For All em conjunto com as Nações Unidas.

Nesta sessão de diálogo, transmitida na Internet, o gerente de Estado sustentou que para se executar o 4.º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – “o aproximação a uma ensino inclusiva, de qualidade e equitativa” – é preciso “liberdade para cada um, para todos” e “coesão social”.

Coesão social implica “incluir toda a gente, incluir os pobres” e também “os migrantes”, implica “incluir pessoas com ideias sociais, políticas, económicas diferentes, até com diferentes orientações – nós sabemos que cada país tem a sua maneira de pensar – mas até orientações sexuais e de género”, acrescentou.

A propósito da liberdade, referiu: “Evidente, cá temos somente equipas de futebol masculinas. Mas, por exemplo, em Portugal a maioria dos estudantes do ensino superior são mulheres, a maioria das doutoradas são mulheres, estamos supra da média da Europa, estamos a liderar, e isso é tão importante”.

Presidência reforça mensagem de Marcelo

Depois da conferência, a Presidência da República emitiu uma nota que dava conta do texto da mediação de Marcelo Rebelo de Sousa.

“Centrando-se no tema da conferência, sublinhou que uma ensino de qualidade implica o seu expansão a todos os cidadãos, incluindo do um aumento significativo do aproximação ao ensino superior, uma vez que aconteceu em Portugal nas últimas décadas, em privado a participação das mulheres, hoje maioritárias no ensino superior, incluindo nos doutoramentos”, segundo a nota, acrescentando: “Mas também significa o aproximação de todas as camadas sociais, nacionais e não nacionais, incluindo migrantes e suas famílias”.

“Uma ensino de qualidade significa liberdade e inclusão, tolerância, não discriminação nomeadamente em função do género, da etnia, da origem, da orientação sexual e, portanto, o saudação pelos direitos humanos. Naturalmente contribuindo para a redução das desigualdades e a luta contra a pobreza”, lê-se no texto.

A movimento do Presidente da República ao Qatar, que termina esta sexta-feira, foi aprovada pelo PS, PSD e PCP, a continência do Chega e os votos contra da IL, BE, PAN, Livre. A votação mostrou divisões nas duas maiores bancadas. Os deputados socialistas Isabel Moreira, Alexandra Leitão, Carla Miranda e Pedro Fino Alves votaram contra e outros três (Maria João Castro, Miguel Rodrigues e Eduardo Alves) abstiveram-se. Na bancada social-democrata, três deputados (Hugo Carneiro, António Topa Gomes e Fátima Ramos) abstiveram-se. Com Lusa

Natividade: https://www.publico.pt/2022/11/24/politica/noticia/presidente-defende-importancia-direitos-humanos-conferencia-qatar-2029018