Queda de helicóptero na República Democrática do Congo mata oito “capacetes azuis” da ONU

30737730

Oito “capacetes azuis” das Nações Unidas morreram quando o helicóptero em que seguiam caiu na República Democrática do Congo (RDCongo), anunciaram esta terça-feira as autoridades do Paquistão, país de onde eram originários seis dos oito soldados.

“Durante uma missão de reconhecimento na RDCongo, um helicóptero Puma despenhou-se e a pretexto exata do acidente ainda não foi determinada”, disse o tropa paquistanês, numa enunciação citada pela dependência France-Presse. O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, expressou “profundo choque e tristeza” pela morte destes seis soldados de manutenção da sossego, de conciliação com uma nota do gabinete.

As Forças Armadas da RDCongo (FARDC) declararam num expedido que o “movimento vezeiro M23 acaba de desmoronar, na dimensão que controla, um dos dois helicópteros de reconhecimento da Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDCongo”. A aeroplano tinha “oito “capacetes azui”, membros da tripulação e observadores da ONU a bordo”, segundo o expedido, assinado pelo brigadeiro-general Sylvain Ekenge Bomusa.

“O helicóptero foi arruinado no meio de uma missão inofensiva para julgar os movimentos populacionais causados pelos ataques do Movimento 23 de Março (M23) na região, em antecipação das ações humanitárias a serem empreendidas”, salientou o general. As FARDC e a Monusco “estão a trabalhar arduamente para encontrar a aeroplano e possíveis sobreviventes”, acrescentou a enunciação.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A nota foi emitida pouco depois da Monusco ter relatado, esta terça-feira, que tinha perdido o contacto com um dos seus helicópteros, numa dimensão de luta entre rebeldes e o tropa congolês, que esta tarde afirmou que os rebeldes do M23 tinham “arruinado” a aeroplano.

O M23 começou uma vez que um grupo rebelde no início de 2012 e era constituído principalmente por soldados que desertaram do tropa congolês para reivindicar contra o governo.

Estes combatentes avançaram rapidamente e, em novembro de 2012, conseguiram ocupar a cidade de Goma, a capital do Kivu do Setentrião, durante duas semanas. Na fundura, a ONU acusou o M23 de ser bem financeira e militarmente pelo Ruanda e mesmo de receber ordens diretas de oficiais superiores do tropa ruandês.

Durante meses, os Estados Unidos da América e o Reino Uno cancelaram os seus donativos e programas de cooperação com o Ruanda, das quais presidente, Paul Kagame, negou quaisquer ligações com o M23. Eventualmente, a pressão diplomática levou o M23 a retirar-se de Goma e a iniciar conversações de sossego com o governo congolês.

Em 2017, alguns combatentes do M23 criticaram a lenta implementação dos acordos assinados nestas conversações e organizaram ataques perto da fronteira ugandesa. O Leste da RDCongo tem estado mergulhado em conflitos há mais de duas décadas, alimentados por milícias rebeldes e ataques do tropa, apesar da presença da Monusco, que conta com mais de 14 milénio soldados.

Leia também:

  • Will Smith: um ator entre os traumas e a glória

  • A geografia da Rússia, um país que se diz ladeado

  • “Tomai e comei: leste é o meu governo”

  • Morte PSP. Sátira a almirante pode valer expulsão

Leia também:

  • Rússia acusada de “crise fomentar” global

  • Afeganistão. Ajudas podem ser redirecionadas

  • ONU: guerra já fez 1.179 mortos e 1.860 feridos 

  • Guterres pede “entrada seguro e irrestrito” da ONU

Leia também:

  • Kiev investiga vídeo de prisioneiros russos

  • Rússia limita ingresso a pessoas de países “hostis”

  • “Para ser enfermeiro, tem que se falar português”

  • PCP contra “deriva autoritária” sobre a guerra

Leia também:

  • 2h. Manuel Pinho assume que usou “habilidade”

  • Lotus Eletre é um SUV eléctrico com mais de 600 cv

  • “Golos de Portugal são legais”

  • 1h. Açores. Registado sismo mais poderoso

Manancial: https://observador.pt/2022/03/30/queda-de-helicoptero-na-republica-democratica-do-congo-mata-oito-capacetes-azuis-da-onu/