Quem é a cantora de ópera mais jovem do mundo e que bateu o recorde do Guinness?

Quando se pensa em cantoras de ópera, a imagem que vem à cabeça não será a de uma párvulo de sete anos. Mas era essa a idade da norte-americana Victory Brinker quando quebrou o recorde do Guinness de cantora de ópera mais jovem do mundo, divulgado esta semana. Agora com dez anos, aconselha todas crianças a seguir os seus sonhos: “Vocês conseguem!”

Em 2019, quando tinha sete anos e 314 dias, actuou oito vezes no espectáculo de ópera Lights and Legends no Pittsburgh Public Theatre, e concorreu ao livro do Guinness, porquê a cantora mais jovem daquele género músico — recorde agora oficialmente conquistado. O timbre de Victory Brinker assemelha-se ao de consagradas cantoras de ópera e a moça consegue mesmo atingir três oitavas em sete línguas diferentes.

Em Julho, participou no concurso de talentos America’s Got Talent, onde cantou a “Valsa de Julieta, de Romeu e Julieta, e recebeu o Golden Buzzer, que se trata de um passe directo para as galas seguintes. A pequena Victory foi, aliás, a única concorrente da competição a conseguir tal evidência por unanimidade dos quatro jurados: o produtor Simon Cowell, o comediante Howie Mandel, a actriz Sofia Vergara e a padrão Heidi Klum. Chegaria, mesmo à final do concurso, mas não venceu.


Por estes dias, esteve no Lo Show Dei Record, um programa de televisão italiano devotado a vulgarizar os concorrentes aos recordes do Guinness. Curiosamente, foi nesse dia, 27 de Março, que soube ser a novidade cantora de ópera mais jovem do mundo, conta no Instagram, onde aproveita para deixar um gratulação a todos os que têm desempenhado um “papel privativo” neste seu trajectória.


Procedente de Latrobe, na Pensilvânia, Victory foi adoptada em recém-nascido por Christine e Eric Brinker. Cresceu numa família numerosa — é a oitava de 11 irmãos — muitos deles também adoptados pelo par. A mãe é naturopata e tem uma associação que ajuda casais em processos de filiação. No enviado partilhado pelo Guinness, a moça recorda porquê terá começado a trovar: “Comecei a falar cedo e aos dois anos já cantava. Entre os dois e os três anos, memorizava discos inteiros com uma boa afinação.”

Depressa começou a pedir ajuda à mãe as aulas de quina e, aos seis anos, descobriu a ópera, fruto da curiosidade de atingir as notas mais altas. “Adoro o duelo dos arranjos complicados, a técnica necessária para trovar, todos os andamentos, e as diferentes línguas em que as árias são escritas”, conta.


O que é preciso para o sucesso?

Uma ou duas vezes por semana, Victory tem aulas com um professor, para aprender novas peças e apurar línguas — uma segmento fundamental do ensino do quina. Mas o treino não se resume a isso e os dias da moça são passados a trovar: “Esquina de manhã, no duche, no jantar, na escola, e até quando estou a adormecer. A minha família diz que até quina a dormir.”

Depois da escola, há sempre uma hora para praticar novas notas com o base da mãe, que diz ser fundamental para a ajudar a “crer que consegue tudo”. Até já lançou um álbum no Natal pretérito com canções da era. “Não há maior alegria para um pai do que ver a nossa filha seguir a sua paixão”, destaca Christine Brinker. Esperançado do talento da filha, a naturopata diz que há um sigilo importante para o sucesso da moça e que foi fundamental para que atingisse o recorde mundial: “Quando acreditamos nos nossos filhos, eles acreditam neles próprios e podem mudar o mundo.”


Também os dez irmãos de Victory demonstram orgulho no trajectória da mana e são, muitas vezes, o público dos seus espectáculos caseiros. “Às vezes os meus irmãos fartam-se de me ouvir sempre a trovar e montam um público de peluches na minha leito, para eu praticar no quarto”, confessa, muito humorada.

Ainda que trovar seja a sua maior paixão e sonho, é evidente que a moça, tal porquê todas as crianças, também gosta de passar tardes a folgar com plasticinas ou no jardim e a nadar na piscina. Para o horizonte, quer também apurar a representação — estreou-se na série Victorious do meio Nickelodeon — e, quem sabe, poderá atingir novos recordes do Guinness. “Digo a mim mesma para dar tudo e para me divertir e é isso que faço”, conclui.


Manadeira: https://www.publico.pt/2022/03/29/impar/noticia/cantora-opera-jovem-mundo-bateu-recorde-guinness-2000608