Rede Portuguesa de Arte Contemporânea abre inscrições em Setembro

A período de adesão à Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) vai arrancar em Setembro através de uma plataforma da Direcção-Universal das Artes (DGArtes), anunciou levante sábado o Ministério da Cultura. Criada em 2021, a RPAC vê agora definidos, num despacho assinado pelo ministro da Cultura, os requisitos que devem ser cumpridos pelas entidades que pretendam aderir.

De concórdia com o gabinete de Pedro Adão e Silva, as instituições interessadas devem “ter na sua missão a promoção de actividades de valorização e dinamização da arte contemporânea”, “asseverar um chegada público regular”, “promover actividades de mediação de públicos” e “uma programação cultural própria”, e ainda “asseverar que a [sua] operosidade principal não é de natureza lucrativa”.

O diploma do Governo que cria a RPAC, publicado a 11 de Maio do ano pretérito, define-a porquê uma plataforma de dinamização que irá promover a interacção de mais de 120 instituições dispersas pelo país, já identificadas num mapeamento das estruturas culturais públicas e privadas existentes nesta superfície​.

No mesmo diploma, que também cria a figura do curador da Compilação de Arte Contemporânea do Estado (CACE), função agora ocupado por Sandra Vieira Jürgens, o Governo sublinha que “foi retomada, ao termo de quase 20 anos, uma política pública de aquisições de obras de arte contemporânea, que privilegia a geração pátrio e a respectiva fruição em todo o território”, através da constituição da Percentagem para a Obtenção de Arte Contemporânea, e da pedantismo de uma verba anual no contexto do programa de compra de arte contemporânea portuguesa do Estado.

Levante projecto em rede foi iniciado com a instalação do Meio de Arte Contemporânea de Coimbra, a partir do conjunto das obras pertencentes à Compilação ex-Banco Português de Negócios (BPN), na mesma profundeza em que o Governo desencadeou “um mapeamento de todos os espaços vocacionados para a arte contemporânea no território pátrio, resultando na identificação de mais de 120 instituições”, aponta o diploma.

“Pretende-se que a RPAC se posicione porquê uma plataforma de referência na dinamização da arte contemporânea portuguesa que, por um lado, apoia e operacionaliza uma interacção entre e com as diferentes instituições de arte contemporânea”, e “congrega um todo de equipamentos dispersos territorialmente, promovendo o desenvolvimento socioeconómico dos territórios, a coesão territorial, […] sem prejudicar as diferentes missões e objectivos de cada espaço”, explicita-se no documento agora publicado.

Para o cumprimento destes propósitos, o Governo diz ser necessária a colaboração e pronunciação entre as áreas governativas do turismo, das autarquias locais, da cultura, da ciência, tecnologia e ensino superior, da ensino e da coesão territorial, nomeadamente através da geração e desenvolvimento de programas conjuntos.

Manadeira: https://www.publico.pt/2022/07/16/culturaipsilon/noticia/rede-portuguesa-arte-contemporanea-abre-inscricoes-setembro-2013928