Reino Unificado vai racontar borboletas num megaprojecto de ciência cidadã

Nas próximas três semanas, quem mora no Reino Unificado pode ajudar a racontar borboletas as tentar salvar: o objectivo é recolher o maior número de dados para perceber melhor qual o impacto das alterações climáticas e da poluição no seu estado de conservação. Sabe-se que os insectos estão em declínio (e as borboletas também) e estima-se que no Reino Unificado quase metade das borboletas existentes estejam ameaçadas. O projecto decorre de 15 de Julho a 7 de Agosto.

No evento anual Big Butterfly Count – organizado pela associação Butterfly Conservation, que tem como “padrinho” e presidente o naturalista britânico David Attenborough –, bastam 15 minutos para ajudar. No ano pretérito, foram recolhidos mais de 152 milénio resultados de resenha de borboletas. A boa notícia é que foi o maior número de registos recolhidos; a má notícia é que o número médio de borboletas avistadas foi o mais plebeu desde que leste projecto começou, em 2010. Por cada resenha feita pelas mais de 107 milénio pessoas que participaram, foram avistadas nove borboletas (em média).

Agora, em menos de 24 horas, já foram feitas mais de 5000 contagens no Reino Unificado e foram avistadas mais de 46 milénio borboletas (segundo os dados disponíveis às 18h de sexta-feira). Até agora, a mariposa mais avistada foi a Maniola jurtina, seguida da borboleta-branca-da-couve (Pieris brassicae) e da mariposa conhecida porquê guarda-portões (Pyronia tithonus). Os resultados dos avistamentos deste ano podem ser consultados em tempo real no site do projecto.

Para participar, basta tirar um quarto de hora para estar ao ar livre e racontar as borboletas durante o dia (preferencialmente com sol). Depois, faz-se o registo do que se viu numa aplicação para telemóvel. A resenha pode ser feita a partir de parques, estradas, jardins, campos ou florestas.

“Parece ter cada vez mais e mais pessoas a saírem para fazer as contagens e cada vez menos e menos borboletas a serem vistas”, afirmou ao jornal The Guardian a coordenadora destes “censos”, Zoe Randle, da associação ambientalista Butterfly Conservation. Ainda que secção do declínio destes insectos esteja relacionado com alterações climáticas e perda de habitats, o aquecimento global também pode estar a fazer com que as borboletas apareçam (e desapareçam) mais cedo. Por isso, a responsável admite que, nos próximos anos, o período de resenha destas borboletas pode ser antecipado.

A técnica Zoe Randle disse também à BBC que leste era “o maior projecto de ciência cidadã de história procedente que envolve insectos”. Ou por outra, o grande número de participantes permite que “recolham dados vitais de lugares que, de outra maneira, não teriam registos”. “Também pode funcionar porquê um sistema de alerta precoce, dizendo-nos porquê é que as mudanças ambientais estão a afectar os insectos”.

Declínio no reino das borboletas

As borboletas funcionam porquê um indicador de biodiversidade – se estão a vanescer, não é um bom sinal para a natureza. “O número de borboletas e de traças no Reino Unificado tem vindo a diminuir significativamente desde a dezena de 1970”, lê-se no site do projecto. “Leste é um alerta que não podemos ignorar.”

E não são só as borboletas raras que estão a vanescer – as espécies mais comuns também. Algumas espécies mais abundantes do Reino Unificado, porquê a mariposa tartaruga-pequena (Aglais urticae), diminuíram em 79% desde 1976. As borboletas estão a vanescer mais rapidamente em zonas urbanas do que em zonas rurais.

Também em Portugal, os responsáveis pelos “censos” de borboletas dizem que as ameaças que existem no estrangeiro também existem em Portugal – e que, mesmo não havendo ainda dados suficientes que o comprovem, o mais manifesto é que as borboletas também estejam a vanescer a nível pátrio. Em Portugal, estima-se que muro de 10% das borboletas diurnas possam estar em risco de extinção.

Por cá, Portugal tem dois projectos de resenha de borboletas: o “censos” de Portugal continental permitiu registar já 30 milénio borboletas em três anos; e o “censos” de borboletas da Madeira permitiu a reparo de dez milénio borboletas desde o Verão pretérito.

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Natividade: https://www.publico.pt/2022/07/15/azul/noticia/eino-unido-vai-contar-borboletas-megaprojecto-ciencia-cidada-2013854