Reportagem. De Leiria a Ourém, as chamas passam, mas acabam por voltar: “O último dia ainda não sabemos qual é”

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As chamas enganaram Maria. Finalmente, bateram-lhe à porta. Quando esta terça-feira olhou pela janela, uma pequena fogueira do lado oposto da estrada pátrio 348, na freguesia de Almoster, em Leiria, dava os primeiros sinais daquela que seria uma tarde e uma noite que lhe trouxeram forças “sabe-se lá de onde”. Quando saiu para avisar o marido, o queimada já tinha atravessado o piche. E foi aí que percebeu que estavam sozinhos. Não tinham outra selecção, a não ser pegar nas coisas que estavam mais à mão, já que largar a morada nunca foi uma hipótese: enxadas e mangueiras. Com a chuva, regaram o terreno e as paredes da morada. E, com a enxada, iam tentando esconder as chamas com terreno.

Nem sinal de bombeiros, nem autoridades, uma vez que tem sido habitual em várias localidades dos concelhos de Leiria, Ourém e Pombal. Finalmente, apareceram pessoas das aldeias vizinhas que ajudaram o parelha de 60 anos e a morada ficou intacta. Pouco branca, é manifesto, mas com cor suficiente para fazer um contraste com o solo preto que ainda esta quarta-feira queimava. E reacendia. E apagava outra vez.

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