Sporting sem ponta-de-lança e sem problemas

Lucrar e esperar. O Sporting não pode fazer mais do que isto. Não depende somente de si para renovar o título de vencedor, mas a via continua ocasião desde que vá fazendo a sua segmento. Na visitante a Tondela, os “leões” tiveram mais uma noite relativamente tranquila, com um triunfo por 1-3, reduzindo para três pontos a intervalo para o líder FC Porto e esperando pelo resultado dos “dragões” neste domingo, em Guimarães. O segundo lugar é que parece cada vez mais uma certeza, mantendo os nove pontos de vantagem sobre o Benfica a uma semana do derby lisboeta em Alvalade.

Para o seu jogo 100 porquê treinador do Sporting, Rúben Amorim promoveu uma diferença de dinâmicas no seu 3x4x3, alinhando com um trio atacante traste e sem ponta-de-lança – Paulinho ficou no banco, em modo poupança para não ver amarelo, Slimani nem no banco estava por motivos disciplinares. Não ter um pivot no ataque podia ser problemático perante um opoente em conjunto ordinário, mas a mobilidade e a rapidez do trio formado por Sarabia, Edwards e Gonçalves foi mais do que suficiente.

Nuno Campos deu ordens ao Tondela para tutorar junto da sua limite e dar quase todo o espaço ao Sporting, esperando que os caminhos estivessem tapados no último terço. A formação beirã não tinha qualquer cobiça de brigar a limite de Adán e o Sporting agradeceu o espaço para tomar conta do jogo. A partir de trás, Ugarte era o principal impulsionador do jogo “leonino”, com espaço para progredir com a globo no pé e era sempre estabelecido nas decisões.

A resistência beirã nem meia-hora durou. Aos 29’, depois de um mau refrigério de Undabarrena, surgiu Gonçalo Inácio embalado e desferiu um potente e disposto remate com o pé esquerdo e não deu quaisquer hipóteses a Pedro Trigueira.

O jogo estava desbloqueado e, logo a seguir, o Sporting chegou ao 0-2. A jogada começou em Edwards, que meteu a globo em Pablo Sarabia. O espanhol combinou com Pedro Gonçalves e recebeu a globo de volta em zona de finalização, concretizando uma bela jogada.

Os “leões” podiam ter fechado a primeira segmento com mais um par de golos – Coates esteve perto por duas vezes de voltar a marcar. Mas o jogo ainda estava perfeitamente ao alcance da equipa da vivenda desde que mostrasse alguma cobiça de o fazer. E a verdade é que na segunda segmento conseguiu dividir um pouco mais a partida, com algumas aproximações perigosas à limite de Adán.

Mas foi o Sporting a marcar de novo, aos 69’, num penálti convertido por Sarabia, depois de uma mão na globo de João Pedro na superfície do Tondela – foi o 17.º golo do espanhol, cada vez mais próximo do melhor registo goleador da sua curso, 23 golos marcados em 2018-19 pelo Sevilha.

Só depois de suportar o terceiro é que o Tondela conseguiu marcar. Aos 70’, Manu Hernando respondeu da melhor maneira a um intercepção supimpa de Tiago Dantas, mas foi o melhor que o Tondela conseguiu fazer no jogo, do qual não tirou zero para ajudar na luta pela manutenção, uma luta em que continua numa situação muito difícil – em 16.º lugar.

Já o Sporting, continua a lutar pelo título, com uma vitória num jogo simbólico, o centésimo com Rúben Amorim, e o registo é impressionante – 73 vitórias, 15 empates e 12 derrotas.

Manancial: https://www.publico.pt/2022/04/09/desporto/cronica_de_jogo/sporting-pontadelanca-problemas-2002017