Ucrânia: ONU alerta para aumento de demonstrações de ódio e violência nos Balcãs

35800083

As Nações Unidas alertaram nesta quarta-feira para o aumento das demonstrações de ódio e violência nos Balcãs Ocidentais na sequência do conflito na Ucrânia, indicou a conselheira peculiar da ONU para a Prevenção do Genocídio, Alice Wairimu Nderitu.

Em transmitido, a conselheira expressou a sua consternação e pena pelos alegados atos de violência cometidos pelas tropas russas contra civis na cidade ucraniana de Bucha, no qual diz ter “sinais muito graves de uma verosímil ocorrência de crimes de guerra”, alertando ainda para o impacto dessa crise em outras regiões da Europa, nomeadamente nos Balcãs Ocidentais.

Alice Wairimu Nderitu pediu às autoridades da região que reforcem os esforços de prevenção nos Balcãs Ocidentais, à luz das preocupações e queixas existentes do “doloroso legado do pretérito, exacerbado pela dinâmica de deterioração associada ao conflito em curso na Ucrânia”.

“Em visitas à região, muitos interlocutores aludiram a uma grave falta de crédito, a compromisso insuficiente para com a recuperação e construção de crédito por segmento dos líderes políticos […] e espaço insuficiente para o trabalho de promotores locais da sossego”, lê-se num transmitido divulgado pelas Nações Unidas e que detalha a visão da conselheira peculiar para a Prevenção do Genocídio.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

De conciliação com Alice Wairimu Nderitu, nas últimas seis semanas, o conflito na Ucrânia deteriorou algumas dessas dinâmicas, com demonstrações de ódio, “incluindo reivindicações abertas de violência contra membros de um grupo pátrio” e “apelos à religião porquê manancial de legitimidade para violência ou alinhamento de atividades nacionais para a pretexto das partes beligerantes no conflito na Ucrânia”.

A conselheira peculiar observou que os Balcãs Ocidentais, compostos por Albânia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo, Macedónia do Setentrião, Montenegro e Sérvia, continuam a ser de preço sátira para os principais intervenientes, cujos interesses geoestratégicos se encontram nesta região.

Todavia, a conselheira da ONU enfatizou que a principal manancial de ramificação continua a partir do interno da região e não do exterior e que, portanto, os esforços mais sólidos de mitigação de riscos também precisarão de partir da própria região.

“A oriente saudação, sublinhou a premência de dar prioridade às iniciativas de reforço destinadas a aproximar as pessoas numa região onde muitas vezes (as pessoas) são separadas”, conclui a nota das Nações Unidas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.563 civis, incluindo 130 crianças, e feriu 2.213, entre os quais 188 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a verosimilhança de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que murado de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia também:

  • O que (não) se sabe sobre o ataque à Sonae

  • O massacre de Bucha e Alexandre Guerreiro

  • Crítico pró-Putin defende “desucranianização”

  • “Os russos, coitaditos, nem têm telemóveis”

Leia também:

  • ONU satisfeita com trégua no Iémen 

  • Guerra fez pelo menos 1.563 mortos e 2.213 feridos

  • 00h. Kiev. “Capital da democracia e da liberdade”

  • Possíveis “crimes de guerra” cometidos na Ucrânia

Leia também:

  • Putin quererá “Eurásia de Lisboa a Vladivostok”

  • Acionado mecanismo de Estado de recta à Hungria

  • Bucha e Mariupol são “desinformação” do Oeste

  • PCP pede investigação “a situações” em Bucha

Leia também:

  • Sindicato denuncia falta de médicos

  • Portugal doou 804.100 vacinas ao Sudão do Sul

  • Finlândia apreende obras de arte de museus russos

  • Reino Uno proíbe novos investimentos na Rússia

Natividade: https://observador.pt/2022/04/06/ucrania-onu-alerta-para-aumento-de-demonstracoes-de-odio-e-violencia-nos-balcas/